sexta-feira, agosto 21, 2009
Piano solo durante a performance
quarta-feira, junho 24, 2009
"INTACTA" Próximo espectáculo - 1 de Julho - Porto
domingo, maio 17, 2009
segunda-feira, maio 11, 2009
Intacta :::::::: Teatro/Performance
Apresentado anteriormente no Auditório da SPA em Março, como apontamento de um “work in progress”, o espectáculo é agora “revisto e aumentado” com novas ideias e propostas que foram surgindo entretanto.
No final os criadores estarão expostos à curiosidade do público participante.
Obrigado
terça-feira, abril 07, 2009
QUE TEATRO NACIONAL PARA O SÉCULO XXI?
QUE TEATRO NACIONAL PARA O SÉCULO XXI?
Em resposta ao convite feito pelo Teatro Nacional Dona Maria II, numa iniciativa que registo com agrado, pois trata-se de matéria cuja discussão – como muitas outras – está por fazer em Portugal, optei por escrever este texto, que enviei e pedi para ser lido.
Antes do mais, sobre algumas das considerações que nos são propostas no convite como possíveis e passíveis de discussão, direi:
a) O conceito de “teatro nacional”, na acepção de uma dramaturgia portuguesa, não só me faz todo o sentido no século XXI, como, face à globalização (com tudo o que ela tem de bom e tem de mau), parece-me uma urgência e uma emergência na resposta a um processo que tende a uniformizar e descaracterizar o local, o que eu acho negativo. Como inscreve, aliás pertinentemente, o Fórum Social Europeu no seu programa de acção política é preciso “pensar universal e agir local”. Ora, em teatro, isto para mim quer dizer que, abertos aos conteúdos e formas mundiais, não devemos descurar nem depreciar o que tem características específicas, no caso “nacionais”. A língua é um instrumento que, se exprime o pensamento, o formata também em si mesmo. Se, como para Pessoa “a minha Pátria é a Língua Portuguesa”, de que outro modo identitário poderia eu exprimir-me também e tão bem no diálogo cénico? A uniformização de uma corrente estética ou modo de afirmação artística, mesmo que travestida da democraticidade modernista ou pós-modernista, não deixará de ser o horror totalitário de um estética oficial ou oficiosa com todo o cortejo sobejamente conhecido de mediocridade e exclusão do outro, mesmo que ao papel ditatorial do Estado se substitua o Mercado ou, simplesmente, os “revisores oficiais de contas estéticas” da opinião publicada e/ou decisores dos investimentos dos dinheiros públicos…
a.1) De resto, como sou dos que crêem no regresso da palavra ao palco – regresso com o actor – como tendência europeia dominante, não vejo porque excluir o conceito de “teatro nacional” da contemporaneidade… Esgotadas e esvaziadas de sentido as fórmulas da “expressão corporal” como “ciência” autónoma de realização teatral, datadas e ultrapassadas as experimentações do hapenning e do improviso, assimiladas pelas artes plásticas (para mim em duvidoso gosto) as tendências performativas conceptualistas, a palavra – enriquecida pela equalização do movimento e do gesto com ela, e liberta das intermináveis didascálias substitutas da arte da encenação – é, de novo, ponto de partida e ponto de chegada da poetização cénica feita com a emoção e o relevo do corpo do actor e das maquinarias cenograficamente inventadas. E muito sinceramente acredito que a palavra não é precisamente a mesmíssima coisa que le mot, the word, die wort, la palabra, la parola… , como ainda recentemente o afirmei num Encontro de Lusofonia e sobejamente o creio implícito no mais basilar contributo do Estruturalismo quando nos faz compreender a dialéctica entre significado e significante.
a.2) Infirmar a existência de um “teatro nacional” (português) é quanto a mim tão deslocado de toda e qualquer teoria seriamente sustentável que nem vou perder tempo a afirmar que sim. Para mim é um dado adquirido que não carece de demonstração, a não ser, eventualmente, num plano meramente académico, ou somente especulativo, que não tem utilidade enquadrar-se neste debate. Já agora quanto às suas especificidades e caracterização o assunto desperta a minha atenção e regozijo-me com a sua consideração, mas é-me suficientemente difícil para me sentir com capacidades para argumentar com um mínimo de pertinência, pelo que o deixo para outros o fazerem. Só direi, de passagem, que a sua paternidade, no meu jeito de ver o teatro, não reside exclusivamente na dramaturgia portuguesa mais elaborada, mas também nos autos tradicionais portugueses e em formas cénicas de raiz popular que ultrapassam o texto, como o podem ser as festas dos caretos, para dar um mero exemplo. De resto, estou em crer que na prática cénica, passada ou presente, encenadores (e até actores) expressam-se em moldes que estão inevitavelmente contaminados pela maneira de ser português, seja lá o que for esse “labirinto da saudade”, que Eduardo Lourenço fez prova existir.
b) A persistência dos Teatros Nacionais – agora na acepção de entidades produtoras e difusoras do espectáculo teatral – como “lugares de memória cultural e de valor simbólico” tem, para mim, toda a razão de ser. Desde logo pelo que fica implícito na abordagem da questão anterior, mas não só. Os Teatros Nacionais podem – e devem ser – também (e como melhor explicarei à frente) lugares privilegiados de transmissão de valores universais do património da Humanidade (digo os clássicos) que o restante teatro, até por limitações financeiras (de elencos e meios técnicos) não pode realizar. Um Teatro Nacional que o não integre enquanto parte constitutiva do seu reportório será um Teatro Nacional desvirtuado de uma das suas missões e eixos fundamentais e justificativos de si mesmo pelo esforço financeiro que ao Estado acarreta. Aqui, com Torga, recentemente relembrado por Jorge Sampaio, direi que “o universal é o local sem muros”, o que não negando a necessidade do “local” como antes defendi, pressupõe a abertura a horizontes mais abrangentes e mais vastos que tragam ao presente o passado que o fez. A ideia, absurda, de que o contemporâneo se pode afirmar por si, em si e para si (no sentido hegeliano da coisa), é tão anti-científica e inverdadeira como a teoria criacionista em que aparecemos à face da Terra tal qual somos como produto acabado. Os alelos da contemporaneidade cultural determinam-na com base na genética das heranças culturais que somos. Ignorá-lo é, além de tudo, a mais acabada forma de ignorância. E o “serviço educativo” de um Teatro Nacional passa, quanto a mim, pela preservação e transmissão de memórias, elas próprias linguagem construída e adquirida no Tempo para a caracterização e consumação do teatro enquanto objecto próprio.
c) A “oposição entre afirmação de uma identidade nacional através do teatro e a transnacionalidade das criações contemporâneas que circulam em festivais ou fazem parte de projectos europeus”, para mim, simplesmente não existe. A formulação da própria questão encerra uma visão algo antinómica do que pode, deve ser e é o teatro enquanto projecto de expressão humana social e artística. É que, tal como esta, é o teatro tanto mais rico quanto mais diverso e pluriforme: nas estéticas, nos processos criativos, nos estilos, nas finalidades para que concorre. Não vejo, por exemplo no caso da intervenção estatal de financiamento do teatro privado, porque não se há-de o fazer em direcção a múltiplos (quiçá divergentes) rumos: experimentação e reportório, inovação e tradição… A “transcionalidade” que se refere ocupa – e muito bem – o seu lugar próprio nessa diversidade que se reclama e se exige, mas não exclui nem substitui o carácter identitário dos “teatros nacionais”: bem pelo contrário, como o demonstram ao limite as experimentações e criações de Peter Brook, em que a adopção de elencos transnacionais e mesmo de linguagens multiculturais locais integram um objecto cuja imanescência antropológica se afirma pelo particular…
Dito isto gostaria, num campo mais pragmático e mais objectivo, de deixar à vossa consideração o meu ponto de vista “orgânico” sobre as missões de um Teatro Nacional em Portugal, no ano concreto de 2009 e nos próximos 10 ou 20 que se seguirão:
1. A razão porque o Estado investe no teatro decorre de se tratar de um sector que, à semelhança da saúde ou da educação ou da justiça (para dar alguns exemplos) não pode gerar por si só receitas auto-bastantes se, como bem o disse Strehler, “quiser cumprir um verdadeiro serviço público”.
2. Esse investimento, todavia, não é um investimento socialmente vazio, nem deve fazer-se em direcção à satisfação ou sequer sobrevivência dos criadores. Trata-se de um investimento repercutivo em direcção à instrução pública dos cidadãos.
3. O grosso desse investimento faz-se ao nível do apoio (supletivo) à iniciativa privada (empresas e/ou cooperativas) porque o Estado sabe que isso lhe é muito mais barato, como se pode comprovar ao comparar orçamentos ou, melhor ainda, se se quantificar a quanto sai cada um dos espectadores.
4. Assim, o valor e significado do investimento em teatros nacionais só se explica e aceita se estes apresentarem uma maximização dos seus próprios recursos, quer nos indíces públicos para avaliação, quer na qualidade-exemplaridade da sua produção.
5. Pelo que os respectivos “números” devem ser públicos e publicamente divulgados.
6. Mas não só: para maior transparência de todo o processo recomenda-se que as direcções dos teatros nacionais resultem de concursos públicos e não de nomeação ministerial.
6.1. não tanto pela igualdade de oportunidades dos criadores, mas pela necessidade de aprofundar o carácter técnico-artístico em detrimento da componente político-pessoal.
6.2. justamente para colocar visões político-culturais num patamar suprapartidário, transparente e de discussão alargada.
6.3. justamente para evitar a tentação do gosto pessoal ou das preferências meramente estéticas deste ou daquele ministro, que podem fazer um equipamento público cair na arbitrariedade subjectiva.
6.4. em última análise para, também no plano formal, tornar autenticamente independente o exercício do cargo da direcção.
7. E, por isso, nesses concursos devem ser inclusos de forma muito clara quais os objectivos gerais e quais as metas dos teatros nacionais para um mandato de uma direcção.
7.1. É que, neste contexto – e justamente na inversa do que na generalidade tem acontecido até aqui , o Estado deve ter um ponto de vista cultural e assumir essas responsabilidades sociais.
7.2. Não deve ter – mas tem tido abusivamente muitas vezes – é uma “escolha” estética oficial ou oficiosa…
8. Assim, a meu ver, nesses objectivos, julgo que, entre outros, vale a pena considerar ser dever de um Teatro Nacional:
8.1. realizar um reportório, clássico e contemporâneo, preferencialmente incidente em montagens que pela sua complexidade, elenco numeroso, custos de produção, não estejam ao alcance do sector privado financiado.
8.2. garantir que esse reportório seja maioritariamente acessível aos públicos, sem, contudo, resvalar para características “popularuchas” e/ou de feição nitidamente comercial.
8.3. preservar uma parte significativa desse reportório (nem que seja pela obrigatoriedade de uma produção anual) para textos da dramaturgia portuguesa .
8.4. organizar elencos e produção em ordem à continuidade do reportório realizado (reposições e prolongamento em carreira das obras) e baseados na sua qualidade e na rentabilização dos meios estruturais pré-existentes (elencos e materiais).
8.5. acompanhar a produção teatral de sistemas de formação de públicos, com especial incidência ao nível da escola.
8.6. promover a edição de textos (peças, ensaio, pesquisa) em torno da sua própria produção.
8.7. estimular e exigir-se a diversidade estética e estilística por forma a ser tendencialmente abrangente da diversidade da criação nacional.
8.8. articular-se com redes internacionais de teatros (europeus, lusófonos, ibero-americanos), por molde a projectar a produção nacional no estrangeiro e a acolher a produção estrangeira entre nós.
8.9. assumir o seu carácter geograficamente nacional apresentando-se regularmente pela rede de teatros e cine-teatros do país.
9. E, completando a definição pela negativa, o que um Teatro Nacional não deve ser jamais é:
9.1. um mega-grupo “independente” de reportório “alternativo” de si mesmo!
9.2. um lugar que assente primordialmente numa experimentação vanguardista.
9.3. uma espécie de “garagem” para estacionar projectos alheios e avulsos.
9.4. um local de réplica de reportórios importados do teatro comercial no estrangeiro.
9.5. uma casa de produção desorganizada sem projecto e sem plano, navegando à vista ou ao sabor das modas.
9.6. um tapete estendido para o apaziguamento de lóbis e grupos de pressão.
9.7. um off-shore artisticamente blindado para o depósito de grupo(s) ou facção.
10. Além disto tudo e de forma muito transparente para o contribuinte, um Teatro Nacional deve ter um caderno de encargos que “tabele” mesmo “mínimos” indiciadores de eficiência com o número de representações (180?), de estreias (6?), de taxa de ocupação da lotação (+ de 50%?).
Dito isto resta-me desejar que a tão necessária confrontação de pontos de vista sobre arte e sobre cultura no teatro português possa aqui ter tido tão só o início de um diálogo sempre adiado por impreparação de muitos, mas também de cobardia ou oportunismo de outros.
Castro Guedes, Encenador
( Publicado com autorização do autor)
segunda-feira, abril 06, 2009

Intacta :::::::: Teatro/Performance
O esboroamento das fronteiras físicas, sociais, políticas e económicas têm a sua correspondência no fenómeno artístico? Será, então, o convencionado como “transversalidade” a resposta/consequência da liquefacção dos limites? A “contaminação interdisciplinar” das propostas em Arte traduzem o drama social da fragmentação?
No nosso entender, a Arte – tal como a Filosofia – deve produzir interrogações e unir o que está apartado, na concepção de Platão Assim, num mundo fragmentário como o de hoje, as formas híbridas de expressão artística estarão “melhor posicionadas” para questionar o hoje.
É este o conceito presidente no apontamento a apresentar. Com representação de Fabíola Fernandes, texto e música de Teixeira Moita, tem o título de “Intacta” e tenta juntar (sem misturar), num mesmo espaço cénico, diferentes expressões artísticas. E fazendo-o de forma que essas mesmas expressões se completem e incrementem de forma autónoma. O Teatro, a Música, a Expressão Corporal, as Artes Plásticas, a Poesia… funcionam em autonomia mas em relacionamento com o texto dramatúrgico. É uma proposta mais preocupada com a fenomenologia da construção do objecto artístico do que propriamente com a “obra” em palco.
Ver mais: Aqui
sexta-feira, março 13, 2009
"INTACTA" na Sociedade Portuguesa de Autores - Lisboa
5ª feira, 5 de Março de 2009 pelas 18,30h.
Sociedade Portuguesa de Autores - Auditório Frederico de Freitas - Lisboa.
A convite da SPA e inserido no Ciclo "O Dramaturgo e a Prática Teatral", (ciclos dirigidos pelo dramaturgo Jaime Salazar Sampaio), fez-se cena no palco com a apresentação do espectáculo "Intacta".
"Intacta" é uma proposta de artes cénicas com texto, música e direcção de Teixeira Moita, representação e dança de Fabíola Fernandes, assistência e produção de Carlos Pinto Vinagre.
A ideia foi-me proposta por Alberto Augusto Miranda, para apresentar num dos seus famosos "filo-cafés" a apresentar no Porto. O tema seria "Salvação e Justiça".
Há já algum tempo, após participar num encontro nacional de Dança e Performance, e depois uma troca de ideias com alguns dos nossos melhores como Vera Mantero e Joclécio Azevedo, senti que o caminho das artes performativas teria de se escorar ainda mais na Dramaturgia. Posso arriscar que a Dança precisa cada vez mais de se socorrer da Dramaturgia para que os espectáculos não se fiquem apenas pela "Narrativa do Gesto", chamemos-lhe.
Convidei Fabíola Fernandes para trabalhar no projecto (aqui, sim a a palavra adequa-se). Fabíola é uma jovem estudante de Belas-artes, com vasta formação em Dança e Música e participante em peças de Teatro. Pareceu-me a pessoa ideal para incarnar a personagem e ajudar-me a concretizar as ideias bizarras que me saltavam no horizonte.
Juntou-se também outro jovem: Carlos Pinto Vinagre, estudante de Direito, activista, escritor e pensador.
Não me vou alongar nesta nota tentando explicar as bases estéticas e teóricas daquilo que pretendi por em palco. Apenas direi que a ideia-base era colocar em palco uma peça (aparentemente) de Teatro, com a Dramaturgia perfeitamente fixada e com um mínimo de encenação, mas completar o espectáculo com contribuições outras de expressões artísticas diferentes. Ou seja: juntar no mesmo palco Música, Teatro, Dança, Mímica, e Pintura, sem que uma seja ilustrativa da outra nem que existisse uma ligação formal e intrínseca com o texto. Fazer isto como? Sem que parecesse uma "salgalhada"? E para quê? Para ser diferente apenas? Para "inovar" ("inovar" parece agora a palavra de deus). Ser diferente porque creio que a Arte não se pode atrasar em relação ao Mundo. Tem de conseguir reter a poeira das coisas e entregar às gerações futuras o testemunho dos dias. Não me parece que as artes performativas estejam a cumprir o seu papel motor presentemente. Ou existe o Teatro convencional, ou temos a Dança com a poesia dos gestos, ou as chamadas "performances", que estão a meio-termo entre o "happening" e tudo o que tenha a ver com as artes circenses.
Aqui, achei que poderia intrometer-me. Arrogando-me de uma necessidade de utopia, lancei-me nesta proposta e tive companheiros.
Com o extremo talento e graciosidade de Fabíola conseguiu-se na SPA e no Porto, e perdoem-me uma certa cegueira de pai-babado, algo que pareceu fascinar o público presente na sala.
Estávamos perante uma proposta cénica que saía de todas as convenções do Teatro antigo e contemporâneo e mostrava-se em palco uma proposta que não suscitou rejeição, mas, ao mesmo tempo como que "interpelou" as pessoas que ficaram "órfãs" de uma estrutura a qual se habituaram a identificar e interpretar.
Após a apresentação, tentei expor as minhas concepções e conceitos preparando-me para o "comício" habitual, pois nestes encontros são raras as intervenções do público e eu tinha de preencher o espaço de debate. No entanto, algo de fantástico e gratificante aconteceu: o público pareceu gostar bastante da apresentação mas queria explicações. Direi mais: exigiu que eu, a Fabíola e o Carlos "justificássemos" a nossa proposta e o debate (impulsionado pela guionista Isabel Costa e pela pintora Alice Valente, entre outros) como que explodiu. Foi um debate tão vivo e desafiador que se prolongou muito para além da hora de fecho das instalações da SPA e os organizadores tiveram que por o público na "rua"! E para "acalmar" as pessoas, a SPA como que sentiu necessidade de que se repetisse a apresentação de "Intacta" no próximo mês e continuar o debate!
Perdoem-me os pontos de exclamação, que tornam este texto mais parecido com um poema do Futurismo. Como artista, conseguir suscitar tal comoção num público culto como aquele presente naquele dia, realiza-me e conforta-me mais do que qualquer vénia elogiosa perante o meu trabalho. Creio que o maior objectivo de um artista é o de suscitar mais Arte. Graças ao talento de Fabíola Fernandes e Carlos Pinto Vinagre, e ainda mais um pouco de loucura e utopia de minha parte, aquele fim de tarde foi diferente. Apenas para ser diferente? Seria pouco: ser diferente, sim, mas porque havia a necessidade de algo diferente.
Agradeço ao Orfeão do Porto, ao Lourenço dos "Templários do Rock", à Fabíola e ao Carlos. Agradeço, também ao Jaime Salazar Sampaio e à Susana Augusto da SPA, toda a sua disponibilidade.
Até breve.
Teixeira Moita




