segunda-feira, janeiro 13, 2014

Circo d'Escritas


Agora que os circos estão em decadência, parece que a animação passou para o "Correntes". Vejam só estes títulos finalistas:
"Pai, Levanta-te, Vem Fazer-me um Fato de Canela, Manuel da Silva Ramos" (deve ser a sequela de: "filha, ajoelha-te e faz-me uma cataplana de marisco).
E temos aquela senhora que escreve em "Português aproximado": "Dentro de Ti Ver o Mar", Inês Pedrosa (deixo à vossa sórdida imaginação o que isto quererá dizer)
E ainda:" Metade Maior", Julieta Monginho (como explicar às crianças? Uma metade é a divisão exacta de um número em 2 partes IGUAIS - embora possamos admitir que uma das partes seja mais ambiciosa).
15 - livros - 15, à escolha nesta terra de oportunidades (ou oportunistas?!).

quarta-feira, janeiro 08, 2014

OS ENCENADORES

OS ENCENADORES
Carlos Paniágua Fétèira, António Fonseca, Filipe Bregante, José Miguel Vieira, Susana Pestana, Gláucio Prata, Anna Gerrard, Zulqadar Rashid, John Drapper, Pierre Lemaire e Lewis Henford.

Foram, à data, estes os encenadores que colocaram em palco as personagens e histórias que escrevi. São épicas as batalhas entre dramaturgos/encenadores, escritores/editores ou argumentistas/realizadores/produtores ao longo da história da Arte… sorte a minha que entre mim e eles nada disso se passou e continuo a sentir o peso da honra que foi o terem escolhido os meus textos a por em palco.
A eles, aos actores e técnicos que trabalharam sobre as minhas palavras o meu completamente sentido obrigado.
English
These were, to date, the stage directors who had placed on stage the characters and stories that I wrote. There were epic battles between playwrights /directors, writers/editors or writers /directors /producers throughout the history of art ... lucky me that everything went fine. I feel honored that they chose my texts. To them the directors, the actors and the technicians who worked on my words my meaningful “thank you”.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

quinta-feira, maio 30, 2013

Criando Escrita

Na área de Literatura, foi premiado em Portugal, Alemanha e Espanha com textos para Teatro e Guionismo.
O Teatro Independente de Loures tem levado à cena, em Lisboa e várias localidades do sul do país, peças de teatro do autor; bem como a companhia RaspuTeam (Teatro Universitário do Minho) o fez em Braga e outras localidades; e assim como a companhia Tulipa Teatro, de Lisboa. Escolas de Drama e teatros independentes dos Estados Unidos, Paquistão, Tailândia, Brasil e Jerusalém têm representado textos do autor.
Publicou livros de Teatro e Contos. Criou e apresentou performances multidisciplinares apresentadas em Lisboa (SPA) e Porto.
Encontra-se publicado em colectâneas de Teatro, Poesia e Prosa em Portugal, nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Índia.
A Pintura também é uma das suas expressões, tendo já exposto colectiva e individualmente.
Na Música participa em projectos de Música Contemporânea Improvisada.
Mais info: www.teixeiramoita.ne1.net/ 

quarta-feira, abril 24, 2013

Uma história "edificante"

:
Em Janeiro fui convidado pelo Concertgebow de Bruges, na Bélgica para concorrer a um prémio internacional de Composição Musical. Enviei a peça e não fui finalista sequer. Até aqui tudo bem. Quando investigo os 10 compositores finalistas, descubro que 4 são de Antuérpia, 2 da mesma cidade belga (Kortrijk) e 3 são holandeses (há um que não consigo encontrar referências). Mas que belo concurso internacional!!
++++++++++++++++++++++++++++++++++++
A "lovely" story:
In January I was invited by the Concertgebouw Bruges in Belgium to apply for an international award for Musical Composition. I sent the piece and I was not even a finalist. So far so good. When investigating the 10 finalists composers, I find that 4 are from Antwerp, 2 from the same Belgian city (Kortrijk) and 3 are Dutch (there is one that I can not find references). But what a beautiful international contest!


http://concertgebouw.be/

sexta-feira, abril 12, 2013

A História resumida do Acordo Ortográfico (contado de memória)


.
 Nos finais dos anos 80, um arrogante enciclopedista brasileiro chamado António Houaiss, teve uma brilhante ideia: unificar a grafia da Língua Portuguesa. Porquê? Porque as enciclopédias de duvidosa qualidade (por isso os brasileiros lhe puseram a alcunha de “vendedor de enciclopédias mil”) e que ele dirigia eram recusadas em todo o lado por serem “brasileiras”. Convenceu então um dirigente da Academia de Ciências (Malaca Casteleiro) que tinha ficado encarregue pelo Estado de elaborar um dicionário de Língua Portuguesa, o qual, ao fim de 10 anos ainda não tinha passado da letra “A”. Após umas viagens de “trabalho” ao Brasil, Casteleiro tentou convencer linguistas portugueses a abraçar o projecto. Como é lógico, só uns quantos menores ansiosos por porem a pata na História, aceitaram a ideia. A trupe ainda conseguiu arranjar apoios importantes: as editoras. Descobrindo elas que tudo o que havia sido editado “para trás” teria de ser objecto de “harmonização e reedição” isso significaria mais e mais vendas. Atalhando… em 1990 foi lançado o famoso AO, cujo preâmbulo escrito em Português macarrónico e com erros de Gramática (não estou a inventar), foi alvo de uma oposição da opinião pública surpreendendo os “ilustres”. Como se não bastasse, o Acordo foi assinado apenas por Portugal e Brasil porque os PALOP “não tinham condições na altura” (?!). Em reacção, grandes linguistas, professores e anónimos encheram as páginas da Imprensa com mil e uma razões para serem contra tal atentado à Língua. Por outro lado, a maioria dos escritores, como dependem das suas editoras, respondiam evasivamente à questão. Fizeram-se mil e uma tentativas para institucionalizar (o termo aqui não é inocente) a ideia e até foram buscar um professor (Aguiar e Silva) o qual, num dia era a favor – no outro era contra, até sair de mansinho.
 Depois de muitos avanços e recuos e muito dinheiro dos contribuintes gasto em viagens e outras rubricas, o Brasil rejeita o Acordo e temos um país (Portugal) único no mundo que não sabe hoje qual é sua grafia. O desespero dos “ilustres” é tal que um sensaborão chamado Agualusa vem afirmar “não compreender a reacção [contra] das pessoas porque é um assunto que não as afecta”. Sim, claro… se quiserem transformar a Sé de Braga num centro comercial, isso não me tira o bife do prato, mas afectaria muita coisa que não está ao alcance de gente “ilustre”.
 Teixeira Moita

domingo, março 24, 2013

Inglaterra envia avião para Chipre com 1.000.000 €

Segundo as notícias, Inglaterra está a pensar enviar para Chipre um avião com 1 milhão de euros, para pagar aos seus militares impedidos de levantar dinheiro das caixas multibanco. (Veja em: http://tiny.cc/8lx8tw)

E se fosse em Portugal?
Pedia-se emprestado 2 milhões de euros.
A escolha do avião era impugnada pelo facto da companhia aérea pertencer à ex-mulher do ministro e Beja insiste em que o avião tem de largar a partir do seu aeroporto.
Passados 15 dias o avião levanta e, ao chegar a Chipre, faltam 200.000 euros.
O escândalo é enorme mas o Correio da Manhã revela que um piloto viajou com um galhardete do Sporting no retrovisor do avião.
Duas testemunhas e 1 cão afirmam ter visto o ex-presidente do Sporting dentro do avião e suspeita-se que o dinheiro tenha sido para a compra de jogadores.
Uma petição na internet exige uma investigação a possíveis maus-tratos ao cão durante o interrogatório. A petição tem já 400.000 assinaturas.
Pinto da Costa vem em defesa de Godinho Lopes, afirmando que os jogadores que o Sporting queria comprar foram para F. C. Porto e já tinham sido vendidos.
A imprensa fala no “Galhardetogate”.
Entretanto o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil marca uma greve de 365 dias em solidariedade para com os pilotos.
Medina Carreira mostra um gráfico na TV mostrando que a velocidade do avião diminui, não só em relação aos últimos 150 anos, mas também quando passou por cima de Sobral de Monte Agraço o que pode significar que o dinheiro para os jogadores pode ter sido atirado pela janela para cima daquela vila.
O presidente da Junta de Freguesia de Sobral de Monte Agraço recusa responsabilidades pelo facto de o Governo ter extinguido a sua Junta de Freguesia.
Na TV, o Prof. Marcelo explica que o caso do galhardete e do desaparecimento do dinheiro se devem a “erros de comunicação”.
Vítor Gaspar vai à Assembleia da República explicar aos deputados durante 3 horas o que é um galhardete.
O DCIAP abre um inquérito para apurar quem quebrou o segredo de Justiça e denunciou o desaparecimento do dinheiro.
Passos Coelho afirma que o “Galhardetogate” é uma herança do governo de Sócrates.
O aeroporto de Beja ganha nos tribunais e o avião é obrigado a partir novamente daquele aeroporto.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

quarta-feira, janeiro 02, 2013



Soundwork for electronics, 2 voices, 6 earbees and piano.
Live recording and composition by: Teixeira Moita
Additional voice: Cristina Deleu
Acknowledgements: Fundação Manuel António da Mota, Sara Roberts - California Institute of the Arts - Los Angeles.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

TEIXEIRA MOITA E RUI MANUEL AMARAL LÊEM TEXTOS DE RAMÓN GÓMEZ DE LA SERRA
Sábado, 8 de Dezembro, 17:00h 
Livraria Gato Vadio - 281   Porto

quinta-feira, agosto 23, 2012

100 anos do nascimento do genial dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues.

100 anos do nascimento do genial dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues. Autor da peça "Toda a Nudez Será Castigada" (termo que já é de uso corrente.)
O Jornal Público traz hoje um artigo lamentável e ignorante de um jurista (Pedro Lomba)... enfim, vivemos na geração Wikipédia :(

http://www.passeiweb.com/saiba_mais/biografias/n/nelson_rodrigues

quinta-feira, julho 05, 2012

VELHAS OPORTUNIDADES


VELHAS OPORTUNIDADES
Fui um dos subscritores do “Manifesto para uma Esquerda livre”, cujos promotores foram – entre outros – Rui Tavares (Eurodeputado) e Daniel Oliveira (Dirigente do BE). Não vou alongar-me naquilo que me fez subscrever o Manifesto, mas acreditei na ideia de uma Esquerda diferente e livre. Puro engano.
                Como seria de esperar, a esquerda jurássica reagiu, lançando um Congresso das Alternativas. E o que fazem Rui Tavares e Daniel Oliveira? Logo correm atrás da sereia gorda que mais os encanta. Ou seja: ostentam agora orgulhosamente nas suas crónicas jornalísticas o seu apoio babado ao Congresso das Alternativas.
                Mas o Manifesto não era suposto ter nascido para combater essa mesma esquerda que não é “livre”? Essa Esquerda dos Vasco Lourenço, o qual após décadas de coma induzido acorda agora descobrindo que este governo é que é mau? E os outros governos, o que eram? A esquerda dos Mário Nogueira da Fenprof que, qual Neville Chamberlain assina “memorandos de entendimento” com um Ministério praticamente derrotado? A esquerda dos Louçã que apoiou candidatos presidenciais frívolos e posa para as câmaras da SIC num anúncio de publicidade? A Esquerda que serviu de rampa de lançamento da aspirante a pin-up Joana Amaral Dias? A Esquerda dos sindicatos que continuam a marcar greves à Sexta e em véspera de feriado?
                Não. Não será essa Esquerda que os portugueses precisam. E se os promotores do Manifesto entendem que é na esquerda jurássica que estão as “velhas oportunidades” que lhes interessam… pois “que se van!”, como dizem em Espanha. Não contem comigo.
Obrigado

terça-feira, junho 05, 2012

Ver mais aqui

Por: Teixeira Moita
Escritor
Num tempo em que a Política naufragou na sôfrega e avara Economia e onde a Constituição da República tem tanto valor como um livro da Margarida Rebelo Pinto, com a única diferença que a Constituição não tem erros de Português, é a altura certa para a pequena, média e grande Esquerda reflectir e agir perante estes tempos.
Pensar novas formas de activismo, desenvolver um progressivo associativismo e, por essa via, tentar subverter as inevitabilidades dos sistemas económicos, sociais e políticos instalados, qual entrançado de interesses, de poder, dinheiro e glória que nos devoram um futuro bondoso, deverá ser a vocação deste Manifesto/Movimento.
Com a cavalgada dos financeiros que nos ajudam a pagar a dívida desde que ela aumente – numa perspectiva e estratégia de traficantes de dinheiro – à Esquerda não sobra espaço para paranóias controleiras e campeonatos de construções na areia. As pessoas sofrem, o mundo escurece e todo o Bem parece envergonhado atrás da fome.
Exactamente por isso devemos sugerir, orientar e complementar a Esquerda política, pois foi por aí que se começou. Mas vai-nos ser pedido para irmos mais além, para termos a coragem de nos assumirmos como uma consciência, pois temos a liberdade e independência para isso, haja inteligência e lucidez, caso contrário correremos o risco do descrédito e da vergonha e aquilo que agora nasce, transformar-se-á numa passerelle de “individualidades”.
This entry was posted in Uncategorized. Bookmark the permalink.


domingo, fevereiro 19, 2012

POESIA - de Russell Edson



POESIA
In “The Tormented Mirror” de Russell Edson 
 (tradução de Teixeira Moita)


Vais ouvi-la, a musa; ela bate três vezes. Depois não bate mais…
A senha é absurdo.
Então começa o segredo que esconde a mensagem final.
Sentar-te-ás no escuro à espera das três pancadas. Não te deixes enganar pelos três porquinhos, ou pelo velho que manca com uma bengala. Aquele que mata a Esfinge no fim do jogo.

O desfecho é absurdo, sem o qual a estrada da mensagem final se incha de significado, e a indefinição de tudo está em todo o lado.
                                                                                                                                              

POESIA (por Russell Edson  )
- Versão com o novo “Acordo Ortográfico” – (Paródia. Não faz jurisprudência)
Vem um cara, a musa – né?, ela dá três batida. Depois num bate mais.
O signo é asurdo. Então começa o segredo que esconde a mensagem final.
Çê se senta na moita esperando as três batida. Não se deixe levar pelos três porkinhos, ou pelo velho que manqeja com uma vara. Aquele que quebra a Esfinge no fim da Copa.

O desfecho é asurdo, sem o qual a estrada da mensagem final se incha de significado, e a indefinição do Acordo Ortográfico de tudo está em todo o lado.