Quarta-feira, Abril 24, 2013

Uma história "edificante"

:
Em Janeiro fui convidado pelo Concertgebow de Bruges, na Bélgica para concorrer a um prémio internacional de Composição Musical. Enviei a peça e não fui finalista sequer. Até aqui tudo bem. Quando investigo os 10 compositores finalistas, descubro que 4 são de Antuérpia, 2 da mesma cidade belga (Kortrijk) e 3 são holandeses (há um que não consigo encontrar referências). Mas que belo concurso internacional!!
++++++++++++++++++++++++++++++++++++
A "lovely" story:
In January I was invited by the Concertgebouw Bruges in Belgium to apply for an international award for Musical Composition. I sent the piece and I was not even a finalist. So far so good. When investigating the 10 finalists composers, I find that 4 are from Antwerp, 2 from the same Belgian city (Kortrijk) and 3 are Dutch (there is one that I can not find references). But what a beautiful international contest!


http://concertgebouw.be/

Sexta-feira, Abril 12, 2013

A História resumida do Acordo Ortográfico (contado de memória)


.
 Nos finais dos anos 80, um arrogante enciclopedista brasileiro chamado António Houaiss, teve uma brilhante ideia: unificar a grafia da Língua Portuguesa. Porquê? Porque as enciclopédias de duvidosa qualidade (por isso os brasileiros lhe puseram a alcunha de “vendedor de enciclopédias mil”) e que ele dirigia eram recusadas em todo o lado por serem “brasileiras”. Convenceu então um dirigente da Academia de Ciências (Malaca Casteleiro) que tinha ficado encarregue pelo Estado de elaborar um dicionário de Língua Portuguesa, o qual, ao fim de 10 anos ainda não tinha passado da letra “A”. Após umas viagens de “trabalho” ao Brasil, Casteleiro tentou convencer linguistas portugueses a abraçar o projecto. Como é lógico, só uns quantos menores ansiosos por porem a pata na História, aceitaram a ideia. A trupe ainda conseguiu arranjar apoios importantes: as editoras. Descobrindo elas que tudo o que havia sido editado “para trás” teria de ser objecto de “harmonização e reedição” isso significaria mais e mais vendas. Atalhando… em 1990 foi lançado o famoso AO, cujo preâmbulo escrito em Português macarrónico e com erros de Gramática (não estou a inventar), foi alvo de uma oposição da opinião pública surpreendendo os “ilustres”. Como se não bastasse, o Acordo foi assinado apenas por Portugal e Brasil porque os PALOP “não tinham condições na altura” (?!). Em reacção, grandes linguistas, professores e anónimos encheram as páginas da Imprensa com mil e uma razões para serem contra tal atentado à Língua. Por outro lado, a maioria dos escritores, como dependem das suas editoras, respondiam evasivamente à questão. Fizeram-se mil e uma tentativas para institucionalizar (o termo aqui não é inocente) a ideia e até foram buscar um professor (Aguiar e Silva) o qual, num dia era a favor – no outro era contra, até sair de mansinho.
 Depois de muitos avanços e recuos e muito dinheiro dos contribuintes gasto em viagens e outras rubricas, o Brasil rejeita o Acordo e temos um país (Portugal) único no mundo que não sabe hoje qual é sua grafia. O desespero dos “ilustres” é tal que um sensaborão chamado Agualusa vem afirmar “não compreender a reacção [contra] das pessoas porque é um assunto que não as afecta”. Sim, claro… se quiserem transformar a Sé de Braga num centro comercial, isso não me tira o bife do prato, mas afectaria muita coisa que não está ao alcance de gente “ilustre”.
 Teixeira Moita

Domingo, Março 24, 2013

Inglaterra envia avião para Chipre com 1.000.000 €

Segundo as notícias, Inglaterra está a pensar enviar para Chipre um avião com 1 milhão de euros, para pagar aos seus militares impedidos de levantar dinheiro das caixas multibanco. (Veja em: http://tiny.cc/8lx8tw)

E se fosse em Portugal?
Pedia-se emprestado 2 milhões de euros.
A escolha do avião era impugnada pelo facto da companhia aérea pertencer à ex-mulher do ministro e Beja insiste em que o avião tem de largar a partir do seu aeroporto.
Passados 15 dias o avião levanta e, ao chegar a Chipre, faltam 200.000 euros.
O escândalo é enorme mas o Correio da Manhã revela que um piloto viajou com um galhardete do Sporting no retrovisor do avião.
Duas testemunhas e 1 cão afirmam ter visto o ex-presidente do Sporting dentro do avião e suspeita-se que o dinheiro tenha sido para a compra de jogadores.
Uma petição na internet exige uma investigação a possíveis maus-tratos ao cão durante o interrogatório. A petição tem já 400.000 assinaturas.
Pinto da Costa vem em defesa de Godinho Lopes, afirmando que os jogadores que o Sporting queria comprar foram para F. C. Porto e já tinham sido vendidos.
A imprensa fala no “Galhardetogate”.
Entretanto o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil marca uma greve de 365 dias em solidariedade para com os pilotos.
Medina Carreira mostra um gráfico na TV mostrando que a velocidade do avião diminui, não só em relação aos últimos 150 anos, mas também quando passou por cima de Sobral de Monte Agraço o que pode significar que o dinheiro para os jogadores pode ter sido atirado pela janela para cima daquela vila.
O presidente da Junta de Freguesia de Sobral de Monte Agraço recusa responsabilidades pelo facto de o Governo ter extinguido a sua Junta de Freguesia.
Na TV, o Prof. Marcelo explica que o caso do galhardete e do desaparecimento do dinheiro se devem a “erros de comunicação”.
Vítor Gaspar vai à Assembleia da República explicar aos deputados durante 3 horas o que é um galhardete.
O DCIAP abre um inquérito para apurar quem quebrou o segredo de Justiça e denunciou o desaparecimento do dinheiro.
Passos Coelho afirma que o “Galhardetogate” é uma herança do governo de Sócrates.
O aeroporto de Beja ganha nos tribunais e o avião é obrigado a partir novamente daquele aeroporto.

Quinta-feira, Fevereiro 21, 2013

Quarta-feira, Janeiro 02, 2013



Soundwork for electronics, 2 voices, 6 earbees and piano.
Live recording and composition by: Teixeira Moita
Additional voice: Cristina Deleu
Acknowledgements: Fundação Manuel António da Mota, Sara Roberts - California Institute of the Arts - Los Angeles.

Segunda-feira, Dezembro 03, 2012

TEIXEIRA MOITA E RUI MANUEL AMARAL LÊEM TEXTOS DE RAMÓN GÓMEZ DE LA SERRA
Sábado, 8 de Dezembro, 17:00h 
Livraria Gato Vadio - 281   Porto